quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Traição ( ou a visão pelo lado masculino)
Quando o homem sabe que a mulher o traiu há algum tempo pela boca dos amigos, dos colegas de trabalho, da própria vizinhança ou por ela mesma ter confessado percebe que o sintoma imediato são os maus tratos aos filhos, a tentativa de abandonar a casa e deixar pra traz toda uma história de vida, fazer de conta que não existe passado ou então supervalorizá-los como uma pessoa muito responsável por todo este trabalho. Cada mágoa, cada traição, cada humilhação, cada grito histérico, cada cena de ciúme por uma olhada para o outro lado da rua durante uma conversa vai tirando o brilho no olhar ao vê-la , o calor da paixão, o desejo de estar com ela, a vontade de seduzi-la e a libido começa a baixar até que chega o momento em que a coisa fica esquisita quando ele nota que nunca há ligações recebidas ou feitas no celular porque ela sabe que apagar rastros é necessário para quem trai, mas não manter as mesmas condições de pressão e temperatura de tempos normais vai criar mais desconfiança que aliviar a barra. Uma pessoa com o celular "limpo" o tempo todo ou é antissocial demais ou está aprontando alguma coisa;
Ela faz mudanças radicais de horário passando a fazer mais horas extras que convencional, as viagens e jantares de negócios aumentam e de repente do nada começa a fazer cursos no meio da semana, significando talvez um crescimento profissional, mas nunca aparece com a apostila ou material, o ramal nunca é atendido depois das 18h e nas viagens de negócios o celular não dá sinal, fica horas acordada na frente do computador, com traições virtuais (que também contam) porque salas de chats e mensageiros eletrônicos são ótimos locais para inocentes encontros; começa a se distanciar de sua família (faz parte do remorso do traidor já que quanto menos estiver envolvido no mundo do parceiro, menor culpa vai sentir e não só a família do parceiro é abandonada,os amigos também ,mesmo porque eles notam quando algo está errado),trazendo papos-cabeça sobre códigos morais quando um dos dois começa a trazer assuntos polêmicos, como monogamia a ser superestimada ou qual o sentido da expressão "eu te amo", sendo um sinal de que está precisando de algum atenuante para o caso de ser descoberta fazendo algo que não devia ou até tendo reações inusitadas a bons tratos agindo estranhamente (se fechando, ficando triste, etc) quando ele faz algo bacana, gentil ou romântico.Transforma em montanha-russa de brigas quando, quer automaticamente sustentar suas atitudes criminalizando-o e dá-lhe inventar motivos para uma discussão idiota para poder justificar a fuga da relação. O inverso porém, também pode acontecer. Assuntos que antes eram polêmicos ou cobranças que eram feitas, de repente deixam de ser, e aí coisa pode estar pegando; faz acusações sem sentido geralmente constantemente, sem provas de que ele a está traindo, provavelmente projetando as suas próprias atitudes. O ato de trair é mais facilmente suportado que seu "dia seguinte" e a possibilidade de se ver na mesma situação que seu parceiro a assombra; faz longas saídas para coisas rápidas começando a ficar extremamente solícita para realizar pequenas coisas fora de casa como ir ao mercado,pagar aquelas contas básicas no banco, levar o cachorro para passear, comprar alguma coisinha que falta na cozinha e demorando muito mais tempo do que deveria. É o momento perfeito para usar o celular e bater longos papos com o "outro" ou "outra"; tem também as mudanças radicais no visual quando ela começa a se preocupar em ficar mais elegante, jovial e sensual e ao mesmo tempo, tanto o sexo como o romantismo no casal está praticamente nulo com ene motivos.
O traído é supostamente a pessoa que está transformando a vida do outro num inferno (daí a traição) e ao fazer algo legal, provoca o famoso sentimento de culpa no traidor e o força a repensar suas atitudes.Uma grande lição é aprendida com isto: A traição é muito dura para quem é traído. Ficam as marcas durante muito tempo e algumas vezes por toda a vida mas, entretanto quando há o genuíno perdão liberado por aquele que é traído não fica sequer sequela.
O assunto traição nunca vai deixar de existir em nossa sociedade. Uma coisa que mudou foi a gira da roda da vida e como a gente tenta enterrar ou acabar esquecendo isto.O relacionamento terá um final feliz ou não, dependendo das circunstâncias e de quanto tem de amor nisso tudo.
Pode até não haver mais volta, retorno, reconciliação, recaída ou sei lá que nome dar, uma coisa é certa: Houve uma perda por um lado. Qual lado? Só o tempo pra dizer.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Traição ( ou uma visão pelo lado feminino)
Uma amiga minha, bonita, inteligente e traída escreveu algo em torno do que se passa no universo feminino que ilustra o quanto os homens estão aquém do conhecimento do seu mundo. O comentário surgiu depois de uma brincadeira sem graça de um grupo de machos de plantão que entre outras coisas diziam que” - Este negocio de mulher bonita e melancia grande ninguém come sozinho”; esta foi a gota d'água para um desabafo que se não é generalizado pode-se colocar como da maior parte da mulherada. Ela dizia: este negócio é conversa pra neguinho que, ou não tem competência pra fazer mulher feliz ou não sabe mesmo. E as mulheres mais bonitas estão acostumadas a cantadas e por isto sabem sair delas com facilidade. Mulheres que não se julgam bonitas ou tem baixa auto estima exacerbada caem fácil em cantadas e aquelas que levadas pela insegurança precisam se sentir desejadas o tempo todo, estas sim, traem e muito. O que vocês ainda não entenderam, por que são, muito vezes, seguros demais, é que cada vez que vocês deixam suas mulheres para dedicarem tempo às outras, este tempo em que ela está sozinha e sabendo, no fundo o que vocês estão fazendo, é que vai deixa-la cada vez mais carente de carinho, afeto, amor e atenção. Nós mulheres nascemos com GPS embutido,sempre descobriremos quando nosso homem está com outra e nos deixando só e ai começa a nossa solidão. Portanto, quando ela estiver demasiadamente carente, vai cair nas palavras de quem lhe der atenção. E isto não é galinhagem. Toda mulher quer se sentir valorizada. Se você não sabe ou não quer fazer isto, sempre aparecerá quem saberá dar a ela a mesma atenção que você está dando a outra e deveria estar dando a ela. Mulher bonita, bem amada, bem tratada e que tem a admiração do seu homem,não é melancia não. Melancia dá em todo lugar. Esta mulher é igual vinho de safra especial: todos podem desejá-la... mas as coisas boas, de fato, foram feitas apenas para quem mereceu, mas mesmo uma garrafa de vinho de ótima safra, se não souber dar lugar certo a ela, este vinho poderá se tornar vinagre. Homem que gosta de estar com a própria mulher, que tem orgulho dela, que a faz se sentir amada, que lhe valoriza em todas as formas, que lhe faz um sexo despudorado, que olha sim mulheres bonitas que passam, porque isto nos também fazemos, mas olhar o belo é diferente de flertar e flertar é faltar ao respeito com quem está ao seu lado. Um homem que a faz sentir-se respeitada e que a faz sorrir vai ter ao lado a melhor mulher do mundo. Agora senta aí e aprenda: Mulher pode descobrir que está sendo traída e mesmo brigando, esbravejando, vai ficar no relacionamento. E o pior é que você sabe disto. Na segunda traição, ela, provavelmente vai acabar voltando também. Mas o que vocês até hoje não aprenderam, é que todo homem perde sua mulher aos poucos. Uma mulher não se vai de uma vez. Ela vai embora aos poucos. Cada mágoa, cada traição, cada humilhação, vai tirando dela o brilho no olhar ao te ver chegar, o calor da paixão, o frio no estômago, o desejo de estar com você, a vontade de te seduzir, até que chega o momento em ela não sabe mais porque está ali e principalmente porque não saiu dali ainda. Você, com suas atitudes de cabeça de melancia grande a perdeu, mas está perdido nos seus próprios desejos e egoismo que sequer se deu conta que ela está ali, mas a alma dela, não está mais ali e o que ela tinha de melhor para lhe dar, você mesmo destruiu dentro dela. Veja se aprende e saia do lugar comum;saiba a grande diferença entre melancia e vinho...
Depois disso tudo resolvi ser algo mais do que já era e valorizar a minha garrafa de vinho safra especial de casa e guardá-la em lugar seguro valorizando cada ato ou gesto e tendo o cuidado de não feri-la em nada. Afinal, meu compromisso com ela foi de envelhecermos juntos e sermos um do outro eternamente. Porque não começar já o ensaio?
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
FIM DE TARDE
Sopra o vento que vem do norte, não do sul, não do oeste, não do... sei lá de onde vem o vento, só sei que é fim de tarde e o sol já está se pondo e a noite chegando. É hora de ir para casa, é hora de ver a família, é hora de descansar, é hora de se alegrar.
É fim de tarde e a brisa sopra nas árvores e no rosto, as águas do Madeira correm barrentas para o nordeste e o crepúsculo se aproxima de seu final. A noite cai... e aí já é outra história.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Guerreiro
A planície e a savana fazem um cenário maravilhoso, inesquecível, inigualável. A diversidade da fauna animal me deixavam cada vez mais poético e saudoso. O banzo bate forte e as lagrimas escorriam quentes pela face empoeirada do pó fino da estrada que cortava o canavial e começava a pensar na chuva que há algum tempo não nos visitava e deixava uma herança de um calor forte e poucos ventos. As famílias vagavam de um lado a outro a procura de comida e água, juntamente com os animais que por instinto natural procuravam os poços quase secos. Ao norte podia-se ouvir o toque dos tambores de guerra, alguém estava preparando um ataque ao nosso povoado em luta pela posse do nosso açude construído a custa de muito trabalho de todos os nossos homens em idade de trabalhar. O desenho da luta era grande, pois não iríamos entregar tudo de mão beijada; sabíamos de antemão que se perdêssemos seríamos escravos daquele povo vencedor- era a lei, o nosso costume- e essa era a nossa preocupação. Eles eram um povo mais acostumado a lutar, nós a cultivar a terra, era o nosso ofício, crescíamos com isso no sangue, conhecíamos cada centímetro de nosso território em que era possível plantar, por isso a espera da chuva era tão grande. O conflito veio na madrugada da chuva enquanto ainda estávamos cansados de tanto dançar de alegria por ela ter vindo a regado a terra. Eles nos fizeram escravos, só deixaram as grávidas, os pequenos e os velhos, o restante veio como moeda de troca para um povo de pele sem cor e olhos da cor do céu de tão claro que eram. Os navios que nos colocaram estavam amontoados de pessoas de outras províncias que falavam línguas diferentes da nossa, era de propósito que faziam isto para que não pudéssemos nos relacionar e talvez confabular alguma coisa, como se isso fosse possível no meio daquele mar salgado que parecia não ter fim. Quando alguém morria, eles simplesmente pegavam e jogavam pros peixes sem fartarem. O cheiro era horrível, parecia com o das fezes da cobra, misturada às urinas das manadas dos gnus e antílopes, fora o calor.
Na terra quando chegamos éramos vistos como animais diferentes por causa de nossas aparências tão belas e nossos adornos diversos. Como tínhamos perdido uma guerra não tínhamos o direito a nada, nem mesmo à nossas mulheres, pais ou irmãos. Aos nossos nomes eles , por não saberem pronunciar trocavam de propósito e as lembranças da Mãe África começavam a ser apagadas e vinha o banzo. O lundu era invocado como uma prece aos deuses como a única forma de comunicar-se. As danças tribais eram misturadas às locais e às daqueles povos da pele sem cor. Tempo passado, linguagem aprendida e luta nas senzalas e nos morros para não perder a essência da raiz que tanto nos suportou: a cultura diversificada.
As comidas que eram sobras dos que ficaram conosco tornaram-se iguarias finas, pratos típicos das regiões que vivíamos. As danças de acasalamento tornaram-se moda e os exercícios escondidos na senzala com as música, o batuque e a dança tornaram-se uma arte marcial típica do país.
Guerreiro de lutas de bastidores, de guerra surda, guerra de pré-conceito de cor e costume. Contra tudo isso lutei e... sobrevivi
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
LIBIDO
Os olhares compartilham-se
As palavras vêm sussurradas depois do primeiro momento
O toque é inerente às vontades
Os pelos e a pele eriçam-se, arrepiam
Os lábios molhados, pela saliva, brilham
E entreabertos denunciam o envolvimento
Eletricidade excitante e pujante no ar
Fetiches
Carícia, Bulinação, Apalpação
Mãos percorrendo corpos, cabelos
Os mamilos hirtos querendo atravessar os tecidos das blusas
Intimidade
Os corpos latejam
Pulsam
Se entrelaçam
Vivos
Estreitados pelo vínculo
Carentes de exploração
O arfar da respiração torna-se denso
Raios incandescentes de lascívia percorrem a pele
O olhar já à meia pálpebra
Os grunhidos eclodem como um vulcão em ebulição
Oriundos das profundezas das misturas dos seres
O ápice da profusão chega
Os gritos são abafados pelos travesseiros
Os lençóis serão as testemunhas e guardiães dos odores
De um final feliz
Sussurros novamente
Salivas entrelaçadas
Mãos lentamente voltando ao frenesi
Num efeito regenerador
Farol ligado
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O que tem no Rio?
O Telégrafo caminhando pela densa floresta
Os Geodésicos marcando com apuro
A Estrada cortando a virgindade da mata
Migrante e Imigrante sonhando com o Eldorado
E o que vem do rio?
Vêm Madeira, peixe, canoa, ouro e jet ski
Gente daqui, d'acolá e d'além mar
Transformações no Porto do Velho
Saudades da Maria Fumaça
Lembranças das lenhas do Pimentel, dos Karipunas e dos Parecis
Acidentado, perene, permanente, consistente
Neste rio tem histórias e lendas
Ribeirinhos de linhada e zagaia
Pescando alegrias, frustrações, decisões, emoções
Fitando incrédulos o Mutum, o Machado, o Kayarí, o Jamarí e o Jací,
A terra amada mudando, progredindo
Contínua mutação do Guaporé
Cosmopolitando a Rondônia em crescimento
Abatedouros, Laticínios,
Concessionárias, Locadoras, Cimento
Passado, Presente e Futuro num temporal de idéias e ações
Hidrelétrica de Samuel, Jirau e Santo Antônio
Território, Estado, Portal do Pacífico
Rio de Janeiro a Dezembro energizando o Brasil
E o que vem no Rio?
terça-feira, 30 de agosto de 2011
A Preta ou a Branca?
Quem me contou essa foi um praça da PM de São Paulo que conhecemos durante a visita ao Tribunal de Justiça daquele estado. Aconteceu assim:
O Machado era um sargento muito disciplinado, educado, gentil, porém extremamente espoleta. Certo dia estando de serviço atrasou-se por algum motivo e em determinado ponto na marginal do Tietê quase bateu num outro veículo, ato contínuo baixou o vidro e fez sinal de desculpas para o outro condutor, que, de vidro fechado não respondeu. Qual não foi a surpresa do Machado ao perceber que o dito cujo estava seguindo-o pelas ruas da cidade e por mais que ele quisesse desviar o sujeito estava atrás raivosamente, parecendo ter surtado.
Então em determinado trecho ele parou o carro e aguardou já com a adrenalina a mil por hora e lá vem o bombadão do motorista em sua direção. O cara era um sujeito de mais ou menos um metro e oitenta e cinco e uns cento e poucos quilos distribuídos em um corpo malhado de academia que não intimidava nem um pouco o Machado. Quando se aproximou da janela do motorista, gritando e xingando e promentendo acabar com ele a base de socos e pontapés por quase tê-lo batido e etc. e tal,o policial revidou com um ultimato ao sujeito:
- Meu não tem jeito, tô tentando me livrar de você a um tempão, tô atrasado pro serviço e não quero brigar contigo, só que você vai comer grama pela raiz. Escolhe aí: a branca ou a preta?
Dizia isso apontando para as duas armas, uma preta (a de serviço) e uma prateada (particular), que estavam com ele no banco e lhe serviam de proteção. Surpreso com a visão das duas pistolas apontadas para si o fanfarrão logo estagnou de medo, arregalando os olhos e fazendo o nº 1 nas calças literalmente. Cena hilária se não fosse real. Naquela hora o Machado teve um lampejo de compaixão e solidariedade e disse ao então fanfarrão:
- Meu, eu estava indo pro serviço, errei em te trancar mas pedi desculpas, se eu não tivesse armado, com este seu tamanho todo, você com certeza iria me bater a troco de nada ou talvez eu iria ter um homicídio nas costas por besteira. Faz o seguinte, segue o seu caminho que eu sigo o meu e tamos quites, valeu?
O rapaz todo sem graça balançou a cabeça afirmativamente,voou em direção ao seu veículo sem dizer palavra, entrou na primeira rua que achou e sumiu no mapa. Machado, entre chateado e aliviado, guardou as armas , entrou no carro , deu um suspiro de alívio e seguiu para o serviço, não sem antes agradecer a DEUS não ter deixado uma família enlutada por causa de um incidente de transito na maior cidade da América Latina.
Assinar:
Postagens (Atom)





